Cisbaf apresenta sua
expertise na Baixada Fluminense
Compartilhar as experiências, desafios
e conquistas dos consórcios de saúde foram alguns dos objetivos do painel “Boas
Práticas em Consórcios Públicos de Saúde”, ocorrido durante o Conacon - Congresso
Nacional On-line dos Consórcios Intermunicipais, nos dias 24 e 25 de novembro. Um
dos convidados, o Cisbaf – Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada
Fluminense, representado pela secretária executiva, Rosangela Bello, falou da
sua formação, apresentou características, principais iniciativas e desafios nos
âmbitos estadual e federal.
Na sua apresentação, Bello destacou a implantação e a regulação do SAMU
192 – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência que integra 12 municípios da
Baixada Fluminense, o aporte tecnológico feito junto aos serviços de urgência e
emergência (SAMU 192, UPAs – Unidade de Pronto-Atendimento e UPHs – Unidade
Pré-Hospitalar), a criação de plataforma para capacitação remota dos
profissionais de saúde dos municípios, a realização de licitações regionais, a
oferta de procedimentos da atenção especializada através do Programa Marque
Fácil, bem como a parceria com o Programa Todos Pela Saúde e a Amil que
possibilitou a distribuição de cerca de R$ 13 milhões em doações de
respiradores, monitores e equipamentos de proteção individual.
O Conacon reuniu autoridades,
técnicos e gestores que estão em busca de informações sobre o movimento
crescente no país dos consórcios intermunicipais. O evento, realizado
totalmente no formato remoto, objetiva ainda a unificação das demandas a serem
apresentadas ao Governo Federal e ao Congresso Nacional.
– Os consórcios são um instrumento
de gestão importantíssimo para os pequenos e grandes municípios, pois por meio
do debate coletivo se dará a construção regional da saúde. É impossível um
município dar conta da vacina à cirurgia cardíaca. O SUS é regional e precisa
se organizar em regiões – enfatizou Rosangela.
A secretária executiva finalizou a sua
apresentação sinalizando alguns desafios ao crescimento e fortalecimento dos
consórcios intermunicipais de saúde, como a ausência de políticas indutivas e
de incentivo por parte do Ministério da Saúde e do estado, dificuldade em captar
recursos de emendas parlamentares, entraves para a consolidação dos consórcios
como instrumento de gestão da regionalização.