Consórcio implantará
tablets em unidades de urgência e emergência e lançará plataforma de
capacitação para profissionais dos municípios consorciados
O Cisbaf – Consórcio Intermunicipal de
Saúde da Baixada Fluminense inova mais uma vez e implantará tablets nas
unidades de saúde de urgência e emergência que prestam assistência aos pacientes
críticos regulados pela central administrada pelo consórcio. A novidade foi
anunciada durante reunião presencial e remota com
secretários de Saúde e coordenadores de urgência e emergência dos municípios da
região. Todos os municípios estavam representados.
O secretário de Saúde de Mesquita e
presidente do Conselho Técnico, Emerson Trindade, destacou mais uma iniciativa
do consórcio na área da saúde. “A chegada do tablet nas unidades de saúde que
recebem pacientes críticos irá permitir maior rapidez e eficiência nas
transferências geridas pela Central de Regulação de Pacientes Críticos. Esta é
mais uma ação pioneira do Cisbaf no estado e talvez até no país”, ressalta
Trindade.
Conforme a secretária executiva do
Cisbaf, Rosangela Bello, os tablets começam a ser entregues em agosto e os
profissionais de saúde serão treinados para melhor manuseio do equipamento.
“Vamos implantar mais um importante instrumento de comunicação entre a central de
regulação e as unidades de saúde, o que será um grande facilitador neste
processo. Inicialmente, distribuímos gratuitamente aos gestores destas unidades
um celular. Entretanto, agora com um tablet teremos redução no tempo de
atendimento, o que para casos críticos se traduz em salvar mais vidas”,
complementa Rosangela Bello.
A Central de Regulação de Pacientes
Críticos entre Unidades, sob a gestão do Cisbaf desde fevereiro de 2020, atendeu
entre os dias 17 de fevereiro a 22 de julho, 571 solicitações, oriundas de 40
unidades de saúde. Destas, 48% dos pacientes tiveram o Hospital Estadual Adão
Pereira Nunes, em Duque de Caxias, como o principal destino, seguido do
Hospital Geral de Nova Iguaçu que recebeu 25% dos casos críticos. O serviço de
regulação obedece a critérios técnicos e cumpre uma grade de referência
pactuada regionalmente – entre Secretaria de Estado de Saúde, município do Rio
de Janeiro e municípios da Baixada Fluminense.
Durante a reunião, a secretária
executiva falou ainda sobre a relação leitos SUS por habitantes. Mesmo com a
abertura de 185 leitos, a Baixada Fluminense ainda tem a pior taxa no estado:
0,6 leitos para cada mil habitantes, amargando um déficit de pouco mais de oito
mil leitos. Já a Região Metropolitana I, excluindo os municípios da Baixada,
possui 9.091 leitos SUS (DataSUS, Junho 2020), com uma taxa de 1,4 leito por
mil habitantes.
Ao final, Rosangela Bello deu mais
uma boa notícia voltada à capacitação dos profissionais de saúde: a implantação
de uma plataforma na web que viabilizará aulas virtuais. Os conteúdos estão
sendo elaborados pelo Núcleo Regional de Educação Permanente (NEP/CISBAF) e, a
partir de agosto, também estarão gratuitamente à disposição das equipes da
atenção básica e da urgência e emergência dos municípios consorciados.